sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ao meu único leitor de hoje...

Olá querido alguma coisa.

Hoje, que é sexta-feira, dia para não-reflexões, dia de tomar uns goró e encher a cara, deixarei apenas um adendo. Hoje, escrevo não apenas para mim (ou pelo menos com a certeza de que somente tenho-me como leitora). Hoje tive visita da aristocracia. Espero apenas, como a gentileza de minha brasilidade impõe, as mais humildes desculpas a tão nobre figura que teve de nestas porcas e sujas desreflexões, praticar na medida do impossível, a tolerância de seu senso-crítico. Sorry...    

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Ombudsmando-me

Olá querido....hum...diário?! Bom...ainda não sei se posso assim intitular este veículo de descomunicação.  Mas, embora parte da desreflexão de hoje (como podem ver, o “baratinho” de hoje é o prefixo “des”), a nomenclatura do copo recipiente de minhas entorpecencias mentais, não é realmente o motor propulsor da discussão (veja que ironia essa raiz da palavra dis cussão em que há a pressuposição do outro...seria melhor colocar “essa monocussão”). O que me leva a tão epopeicamente superar minha preguiça de pensar é o acometimento do sentido do atual hábito de escrever ... em blogs, deste ato em si que agora realizo.Seria uma masturbação do pensamento na busca de um orgasmo intelectual de um fetiche vaidoso? Uma tentativa apequenada de transcendência de realidade, já tão fadada uma rotina medíocre e sem saída em que o senso-crítico (mesmo que psedo) tem, assim como a morte certa de nossa condição de humanos, um vislumbre de entrevamento. Vejo ainda, o suspiro esperançoso do moribundo (nossa, que dramático! Bem característico de um veículo como esse!) que ironiza o próprio sentimento de esperança deste mesmo suspiro.

Leio diversos blogs por dia. Até mesmo para alimentar o conteúdo dos meus – que são dois: o Gironda Jacobina e este. E embora, fique feliz com a alternatividade deste tipo de informação, antes monopolizada por uma Globo, ou por uma Folha de São Paulo da vida, este tipo de rotina parece me apontar para uma outra coisa, ou mesmo para outras coisas. Decidirei até o final deste texto.

Certa vez, uma amiga me disse: “quando estou bem, fico meses sem entrar no Orkut, mas quando estou sob pressão, trancada no quarto, entro de cinco em cinco minutos para ver novas mensagens”. Esta fala me chamou a atenção.

Seria uma possibilidade de uma nova realidade, ou a criação de um simulacro que de forma inconsciente funciona como um mecanismo de burlar o Sistema (que medo de escrever esta palavra!), um prazer de perversão?

Digo isso, pautada também por uma matéria que li no site da BBC, Sites de relacionamento custam US$ 260 mi por dia a empresas, diz estudo, em que se demonstra um significativo aumento do acesso de trabalhadores, mais especificamente, de escritórios, a sites de relacionamento. A tese defendida é a de que tais acessos trariam perda financeira à empresa (e a qual, inclusive, discordo inexoravelmente, mas isto é outro assunto).

Como sempre faço, não estou aqui para responder nada. Pelo menos, não por agora. Mais uma vez, assim como Sócrates (que pretensão, não?) ficam apenas as perguntas.                

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Estranhezas de viver

Enquanto lia as três primeiras páginas do Mundo de Sofia, me apeteceu (sim, meu bom leitor, se ainda não percebestes, as coisas me apetecem) de assim como a personagem da história, brincar de filósofa. Apenas não queiram encontrar aqui, nada de profundo ou mesmo valoroso, já que este espaço é apenas uma frustrada tentativa de através de reflexões rasas encantar, com uma pseudo-intelectualidade, meus tão desejados leitores inexistentes. Em outras palavras, uma tentativa inútil de cartese de uma vaidade intelectual sem fundamento e cujo destino almejado é o compartilhamento de experiências que de tão profundamente minhas possam ser, de certa maneira, universais.

Bom, deixemos as desculpas (esfarrapadas!!!) de lado e vamos à inquietação de hoje: Porque nossos desejos sexuais são tão intrinsecamente ligados a um gostar (em uma relação de proporcionalidade: quanto maior o desejo, maior a expectativa de que o ato sexual trará mais satisfação com alguém a quem temos afeto) se é apenas um ato “mecânico”? Explico.

Se o ato, em si, é uma questão de toque, do como gostamos de ser beijados, tocados, onde gostamos de ser tocados, com que intensidade, com que ritmo, com que cheiro, com que sons, enfim, por que importa tanto que haja afeto ou mesmo, em última instância, simpatia?

O ser humano é um bicho estranho, né?! A matemática dos sentimentos não tem a mesma lógica da aritmética. X+Y para nós é igual a X ao quadrado! Idealização de prazer sexual advindo de boa interação na cama tem como condição sine qua non uma coisa que não tem nada a ver, nem com qualidade da “pegada” do parceiro escolhido e nem com compatibilidade de interação! Aliás, retornando este mesmo parágrafo, não somente a lógica dos sentimentos, mas como tal lógica amarra a nossa própria concepção de prazer...as nossas sensações, os nossos sentidos!

Éh....realmente...um bicho muito estranho!

Achou que eu fosse responder a pergunta? Deixa aí! Quem sabe.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Desligue o computador e vá ler um livro!

Às vezes, perdemos alguns momentos de nossa existência (quer dizer, da minha existência!) com preocupações absolutamente insignificantes. Não que outras não existam para beijar o cangote. Aliás, se as coisas continuarem do jeito que se apresentam, terei de, além de alugar os meus ovários, penhorar o meu fígado! Mas voltemos às insignificâncias nossas de cada dia.Um dias destes, me peguei super preocupada com fato de o verão estar próximo e eu ainda continuar a usar este corpo, magro e flácido. Hoje já temos a do dia: estou emburrecendo, desaprendendo a escrever. Isso porque desacostumei a escrever textos acadêmicos.

Mas vejam como este tipo de especulação inútil e irresolúvel ocupa nosso dia, nossa mente, e para desespero desta escritora que me escreve (sim, porque apenas eu leio a mim mesma!) ocupa, preenche e pior, delineia a própria concepção de ser.

Que delicia de viver seria aproveitar todos os momentos de nossa volátil existência em coisas absolutamente úteis e construtivas. Mas somos concupiscência, riqueza e honra colocou um filósofo que comecei a ler ontem (um desses misógenos, igual ao Platão!). A concupiscência, esta não nego, embora neste negro e tenebroso inverno que se interpõe tal voluntariedade da alma humana não esteja a me apetecer com a mesma efervescência dos tempos de outrora.

Moral da história (para encerrar de vez com este blá, blá, blá): que grandessíssimos  chatos seriamos se só nos ocupássemos com coisas inexoravelmente necessárias!