terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Óca

Oca -vida

Di vi di da

p  e q u e    n i na  

di      a      gra ma da  

        (s)

h     o    r     a     s

n      u    l     a    s

m      u   l     a    s

Poesiajuntatudo

DesorganizaTodos

tudonecessariamente

LetraCheia

Contramão

Freio ooooooooooooooooooooo

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TEMPO

O

Sil(^)encio

Lento

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!

a

(o)

 lento

de                 lírio

Deva -neio    

     (gar)

apesar de

vitais,

Fatais

Pobres

de                lineios!

Com o perdão

das rimas

e dos

ai! ai! ais! 

Soluço

 sonhado

no vácuo

da

letra

Cinza

da memória

Poesia:

ÓcaVida.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Beijos paulistanos

Histórias que poderiam ser reais. Realidades que poderiam ser fictícias... E quem sabe o limite entre a imaginação e a realidade? Ou vice-versa.

...

A chuva providencialmente cai. Somente aos legítimos eleitos é conferido o sagrado dever de manter o ritual em meio ao divino aguaceiro.  É carnaval, Amor!

E mais uma vez um folião rouba um beijo da mascarada. Vestida em renda, protegida em sua máscara de brilho e penas -  rosto encoberto e alma desnuda - a escolhida sentia em seus lábios pela primeira vez o sentido das marchinhas tantas vezes cantadas. Talvez obra da petulância de um bêbado ladrão da íntima carícia.  Mas eis que o olhar de seriedade destoante a fitar seus olhos de cor indecisa a desmente. E fez-se delicadeza pela exata palavra úmida o que somente o é na imprecisão de um improviso.  

- Não lembro há quanto tempo não beijava alguém na chuva...

(E a mim que nunca havia beijado ninguém na chuva?)

- Posso ver o seu rosto?

Mais uma vez, o Beijo. Beijou-lhe também as mãos com aprovação.  E ao se recordar de seu papel de fanfarrão, retorna à avenida.

Enquanto isso, ali ao lado, licença poética: outro cortês folião, em gravata borboleta, chapéu e sapatos elegantes, aos beijos em baixo do guarda-chuva no meio da grande festa pagã.  

É carnaval, Amor. Apesar de São Paulo.

...

Festa da empresa. Novamente atrasada. Restavam apenas quarenta minutos antes de tudo ter fim.  Não entendia porque se dava ao trabalho de ir a festas como essa. O melhor talvez fosse beber o mais que pudesse nesse meio tempo.

Vieram as cervejas.

 Veio também um rapaz. Veio a conversa.

- Já é quase meia noite.  O metrô logo encerra o horário de funcionamento. Uma pena não ter chegado antes à festa.

- E quem garante que nos encontraríamos antes?

- Posso ao menos acompanhá-la até a estação.

Na última viagem, finalmente, o Beijo. E as portas liricamente demoram mais que o habitual a fechar as portas que interromperiam os enamorados. O instante agora infinito. Paulistano da gema.

 

 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Quatro Marias

Maria  J.Pinto Fernandez,

diretora de RH de uma gigante do minério,

empresária de sucesso, 

ícone de independência feminina,

nunca gozou.

 

Maria Joana,

feminista,

ativista,

leu O segundo sexo,

e

inconfessavelmente,

nunca gozou.

 

Maria das Dores,

não é empresária,

não leu o Segundo Sexo,

de bom Sucesso

 feministamente

adora pedir

prô seu cheirim,

prô seu amorzim,

lamber bastante enquanto goza.

 

Maria sem vergonha,

florzinha

dá mais que chuchu na cerca,

mulher arretada

sem vergonha, sem vergonha...

goza bastante

enquanto

pede

ao seu

amorzinho,

seu cherinho,

lhe chupar

benzinho

pois

após ter lido

O Segundo Sexo

ficou louca de vontade

 de foder com o primeiro.

 

 

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Quem cuida dos filhos

Gabriel - Então tá, eu sou o papai e você a mamãe.
Joana - E temos dois filhos. 
Gabriel - Você vai ter a menina e eu o menino.

Pais de Joana e Gabriel - (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Descontornos

Nas veias

lãs e linhos

enchentes

emaranhadas

Poesia

desalinhada

O coração

maciês rebelde

contamina

a fibra

do papel

com as linhas

do sangue

e eis

que

aqui

letramentos

em

desde

há

linhos

Ninhos

cem

contornos